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NOTA À ACMET

 

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A Secretaria de Estado da Defesa Civil (SDC) vem por meio desta emitir esclarecimentos em resposta a Nota n° 001/2017 da Associação Catarinense de Meteorologia sobre os andamentos das ações da Defesa Civil de Santa Catarina para aquisição e futura operação de instrumentos (radares) meteorológicos.

O Governo do Estado vem investindo recursos consideráveis para a estruturação de uma rede de radares meteorológicos com o intuito de aprimorar a capacidade tecnológica para a observação e previsão de eventos severos.

O processo de instalação dos radares de Santa Catarina iniciou em 2012 e com finalização em 2017, com a aquisição, instalação e operação dos radares do Vale, do Oeste e do Extremo Sul. Esse processo não se resume a compra de um equipamento, inicia com a sua definição, o local de instalação, as obras civis, a rede de comunicação em redundância e o sistema de armazenamento e processamento dos dados. Sem considerar a operação e a manutenção.

E não só radares, muito mais vem sendo feito: a implantação e estruturação do Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres ligados a 20 Centros Regionais, a implantação de uma Plataforma Informatizada de Proteção e Defesa Civil e a ampliação capacidade de emissão e disseminação de mensagens de avisos e alertas com a introdução de novos canais de comunicação.

O fato da Defesa Civil liderar esse processo foi a indicação do Projeto Reação criado em 2009, que embasou a criação da secretaria pelo atual Governo e com base no projeto JICA para a Prevenção e Mitigação de Desastres no Vale do Itajaí, em que a identificação das ameaças, a definição de protocolos, a elaboração de planos de contingência e o monitoramento e emissão de alertas foram ampliados para todo o Estado.

Na Nota a ACMET informa à Defesa Civil e à população de SC que a não inclusão de meteorologistas no processo de aquisição, avaliação e também na equipe de treinamento para a operação desses radares meteorológicos terão serias implicações em sua operabilidade no futuro.

A informação não é verídica. A EPAGRI/CIRAM, órgão oficial de meteorologia no Estado, participou de todo o processo, desde a concepção dos radares, estudo de localização, processo licitatório, na comissão especial de licitação, treinamentos e operação assistida do radar. Além da EPAGRI/CIRAM, o projeto contou com o apoio de meteorologistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN) e do Serviço Meteorológico do Paraná (SIMEPAR)

O treinamento visa a operação do equipamento e o uso software e foi realizado em Santa Catarina quando da instalação do radar do Vale.  Da mesma forma, serão realizados em nosso Estado para os radares do Oeste e do Extremo Sul. Após a sua conclusão segue a fase da operação assistida. Isso porque, o custo da vinda desses profissionais para a sede da empresa é bem maior e restritivo. O treinamento no Estado garante a participação de maior número de profissionais, e melhor, com o equipamento operacional em seu sítio.

O que foi realizado na Alemanha e está sendo feito nos Estado Unidos é o FAT (testes de aceitação em fábrica), que tem como objetivo certificar se o equipamento e software atendem o que foi solicitado no termo de referência; indica os ajustes necessários ao equipamento e quanto a estrutura que irá receber os radares; recebe os treinamentos iniciais para a instalação e manutenção; e definições administrativas sobre a declaração de importação, a “invoice”, o transporte e desembaraço aduaneiro.

Diferente da primeira equipe que realizou o FAT do radar do Vale, foi montada uma equipe multidisciplinar, formada pela Gerência de Monitoramento e Alerta, Gerência de Tecnologia e Informação, Diretoria Administrativa Financeira e o Secretário, com o objetivo de reduzir os problemas que só seriam verificados no desembaraço ou após a montagem.

Quanto à ausência de meteorologistas no quadro da Defesa Civil do Estado, reforçamos que o serviço de previsão meteorológica é executado pela EPAGRI/CIRAM.

Além disso, o Governo do Estado está contratando para o Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres os serviços de meteorologia do tipo “nowcasting”, com o intuito de melhorar a identificação de eventos para a emissão de alertas. Esse processo está em estruturação e visa o desenvolvimento e a avaliação de um sistema de operação, monitoramento e previsão de curto e curtíssimo prazo.

No período desse contrato o serviço de monitoramento será ampliado e prestado por quadro de meteorologistas, geólogos e especialistas em desastres vinculados ao projeto, com início previsto para o mês de junho/2017. Ao final, teremos o embasamento técnico para o modelo a ser adotado pelo Estado de Santa Catarina, podendo ser: 1) contratação de novos profissionais via concurso público; 2) execução por uma agência de meteorologia em parceria com instituições de pesquisa (Modelo Japonês); 3) contratação junto à iniciativa privada.

A Defesa Civil vem trabalhando junto com a EPAGRI/CIRAM e os profissionais de meteorologia de Santa Catarina para a melhoria do serviço dedicado 24 horas, 7 dias por semana, 365 dias por ano, para a previsão de curtíssimo prazo, que incluem a operação desses radares meteorológicos. 


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