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Muitas emergências atendidas pelas agências de resposta (polícia, bombeiros, defesa civil, saúde, companhia elétrica, deinfra, etc.), mesmo que não caracterizem desastres, exigem que diferentes órgãos, jurisdições, equipes e competências compartilhem simultaneamente o mesmo espaço físico, as mesmas informações, os mesmos recursos e os mesmos objetivos. Isto ocorre em eventos que chamamos de situações críticas, e que exigem dos envolvidos uma postura organizacional não-rotineira para se relacionar entre si e com a sociedade. Pode ser um grande incêndio, uma rebelião em um presídio, um resgate como o que ocorreu ao helicóptero acidentado na última semana, um salvamento como no desabamento da agência do correio em Içara, uma enchente, um vendaval ou mesmo um furacão.
Nestas ocasiões, as organizações atuam na emergência em operações isoladas, sem compartilhar informações, recursos, planos nem objetivos. Ocorre um gerenciamento do tipo “chaminé” (stovepipe management) em que cada órgão possui a sua própria estrutura individualizada e verticalizada de informações e recursos (como as chaminés de fábrica em um bairro industrial), perdendo eficiência e eficácia.
Porém, se estas operações forem tratadas como um todo, com uma estrutura capaz de administrar a situação de forma global (planejar, organizar, dirigir e controlar), sem perda da autonomia das agências mas com o compartilhamento de informações, recursos e objetivos, elas ocorreram com maior eficiência e eficácia.
Por isso, a Defesa Civil desenvolveu um Sistema de Comando em Operações. Com um sistema pré-definido, conhecido, treinado e aceito por aqueles que efetivamente trabalham em emergências, há uma estrutura organizacional e um conjunto de padrões e princípios que vão funcionar para integrar os envolvidos na operação. A principal qualidade deste sistema e sua abordagem sistêmica contingencial, que o torna flexível e permite o seu uso por qualquer tipo de agência (polícia, bombeiro, defesa civil, eletricidade, saúde, petróleo, porto, etc) e de qualquer tamanho (pequena, média e grande).
Este sistema, o SCO, é baseado no Incident Command System, criado na década de 70 nos EUA e aperfeiçoado desde então. Por ser considerado um dos mais eficientes no mundo, ele se propagou por muitos países, sendo pesquisado em SC há uns dez anos. A sua versão catarinense, o SCO, está perfeitamente adaptada para a nossa realidade brasileira e está sendo adotada por outros estados, pela Defesa Civil Nacional e mesmo empresas privadas.
Fonte: http://www.ceped.ufsc.br/sco/index.htm
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